Postado por: Vinicius Honorato
"filmes do tarantino: so violencia e uns dialogos sem pe nem cabeça q vcs insistem em dizer q sao geniais” – Autor Desconhecido
A frase citada acima, uma “produtiva e bem elaborada” crítica ao diretor Quentin Tarantino, que definitivamente mudou o cenário do cinema ainda na primeira metade dos anos 90, nos leva a levantar algumas questões.
Nos últimos meses, tenho percebido um conflito cibernético infame, concentrado principalmente no twitter: supostos fãs de Tarantino VS Haters. Duas estirpes que eu repudio. (cuspindo no chão)
As discussões são muito pontuais e os argumentos são lastimáveis em ambas as partes. Ao se deparar com esse fogo cruzado, aquele que é verdadeiramente apreciador dos filmes do queixudo, acaba se perguntando o que essas duas raças de filhos da puta estão tentando provar. A resposta é muito simples, e eu a darei de forma ácida, em homenagem ao cultuado cineasta Quentin Tarantino.
PSEUDO-CULT FICTION:
Hater: “Ok, esqueça eu não vou mais fazer isso!”
Pseudo-cult: “Fazer o quê?”
Hater: “Assistir filmes desse Tarantino.”
Pseudo-cult (attwhore): “Mas por quê? Seus filmes são excelentes, a perpectiva dele abrange todo o público fazendo com que sintamos toda a violência das ruas. E os diálogos são sensacionais! Tarantino é um gênio!”
Hater: “Não me fode, cara. Onde você leu essa porra? Wikipédia? Quer saber a verdade? Eu não vejo nada de genial nesse cara. Os filmes dele apelam pra violência desnecessária e tem diálogos de mais. Você fica com sono. [...] Ei! Não me olhe com esse olhar blasê! Não aguenta ouvir umas verdades?”
Pseudo-cult (attwhore): “Você sempre diz a mesma coisa. “Não vou assistir mais Tarantino, quack-quack-quack.” Fica grasnando como um pato.”
Hater: “É mas eu não vou mais grasnar como um pato.”
Pseudo-cult (attwhore): “Nem essa noite?”
Hater: “É. Eu tenho a noite toda pra grasnar. Escuta, não podemos continuar fazendo isso. Eu te amo, mas tou de saco cheio de ficar baleando pessoas com intelectualismo falso. Qualquer hora a gente vai pegar um judeu que não fala nossa língua e tem uma loja há gerações. A gente vai dizer par ele: “Assista Tarantino, agora!” Ele não vai entender e vai descarregar uma Magnum na nossa cara. Qualquer hora teremos que matar alguém.”
Pseudo-cult: “Eu não quero matar ninguém.”
Hater: “Eu também não! Mas vai ter uma hora que seremos ou nós ou eles. O que temos que fazer é aqui neste restaurante. Restaurantes são perfeitos. Tem wi-fi, caso você esqueça de alguma parte da merda que você copiou e colou no seu blog. Os empregados não se arriscaricam, são ilegais, burros, ganham $1,50 por hora e pensam que uma idiota como você é mesmo inteligente. Os cozinheiros? São mexicanos! Não arriscariam a vida pelo patrão. E o gerente, só quer que as coisas fiquem bem e que os clientes não morram de raiva dessa sua cara de puta pseudo-intelectual. Escuta, da outra vez que enchemos o saco de alguém pra assistir Tarantino, você teve a grande ideia de bater as carteiras deles enquanto eles estavam vomitando ao ouvir você recitando a resenha que copiou do Omelete. Foi muito boa ideia!”
Pseudo-cult (attwhore): “Obrigada.”
Hater: “É e aqui neste restaurante tem muitos clientes.”
Pseudo-cult (attwhore): “Muitas carteiras!”
Hater: “Muito inteligente!”
Pseudo-cult (attwhore): “Muito inteligente.”
Hater: “Ok, é agora. Vamos nessa.”
Pseudo-cult (attwhore): “Eu te amo, amor.”
Hater: “Eu te amo, sua puta. Mas Tarantino não é genial. [...]
[...] Ok, todos quietos, isto é uma tortura mental!”
Pseudo-cult (attwhore): “Se algum vadio se mexer, eu começo a falar sobre a filmografia do Nolan pra cada filho da puta de vocês!”
Fim.
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